Os
enjeitados
De tanto ler nos alfarrábios
E em velhos manuscritos
Bate que se abre a porta
Quase que eu acredito
Mas a vida foi mostrando
Que não era nada disso
E a morte ensinando
Que o Homem ainda é bicho
É engodo é lorota
O que oferece ao invés de pão
Pra essa praga pouco importa
Os infelizes pelo chão
Pra esses só abre porta
De cadeia de maloca
De hospício de birosca
De hospital e de caixão
Os que vivem pelas ruas
Não tem amigo nem irmão
São uns pobres enjeitados
Maltrapilhos esfaimados
Nem do Pai nem do Diabo
Eles contam mais com a mão.//
Música 974, R.Bozza.
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