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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O meu amigo fiel, Nº 684

O meu amigo fiel

Era madrugada no bar do bigode
Bebendo a gelada levando um pagode
De minha autoria
Pra quem trabalha o Diabo um mulato dobrado
Com cara de brabo
Igual galo de rinha
Assenhoreou-se da mesa bicou da minha cerveja
A nega que estava ao meu lado saiu de fininho
Desacatou o parceiro estufando o peito o gigante
Tomou na mão grande o meu cavaquinho

Não prestou mas não prestou mesmo

Dei um pinote lá em casa busquei o amigo das horas difíceis o meu treizoitão
Mirei bem na testa do cara e cheio de marra destravei o cão
Não era tão macho o mulato ao chão desabou feito um saco
O cabra chorava rezava pedia perdão
Dei um pipoco pro lado qual bicho assustado fugiu de roldão

Moral e fim dessa história mais forte que o braço é o dedo
Depois que inventaram o revólver tamanho já não mete medo
Valente medroso na calça se caga valente tinhoso mais cedo se acaba.//

Música 684, R.Bozza.


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