Oitenta e nove
Oitenta e nove, tão fácil falar difícil viver
Oitenta e nove, o mundo a girar o tempo a correr
Oitenta e nove, penoso fado que eu já vivi
Oitenta e nove, o que faço eu ainda aqui
Meu velho meu querido velho, há muito tempo se foi
Espero somente espero, o que há de vir depois
Pra filhos e netos, não passo de um trapo
Um simples farrapo, para lá e pra cá
Somente um estorvo, um traste jogado
O peso de um fardo, que têm que aturar
Meu velho meu querido velho, há muito tempo se foi
Espero somente espero, o que há de vir depois.//
Música 7260, R.Bozza.
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