O velho
poeta e a jovem donzela
O velho poeta e a jovem donzela
Não deram muita sorte no amor
Ela, abandonou o homem dela
Ele, com a solidão se casou
Cupido, esse louco deus menino
Novo jogo começou
Preciso, com setas envenenadas
Seus corações transpassou
Naquela noite de festa
Foi rala-coxa, na loucura de um brega
Entre latas de cerveja
Beijo na boca, na ternura da seresta
E no fim da madrugada, numa cama arredondada
Da suíte de um hotel
Em orgia a noite inteira, com o corpo aqui na terra
E a alma lá no céu
O velho poeta e a jovem donzela
De novo não deram sorte no amor
Em pouco tempo, o vinho doce
Em amargo vinagre se tornou
É que a donzela, já não queria
Mais saber dos carinhos do poeta
E o poeta, desiludido
Pros braços da negra solidão voltou.//
Música 6401, R.Bozza.
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