A cura
Dessa vez foi diferente
A decepção
O revés foi realmente
Pura ingratidão
Estou doente, no desespero
O coração
Muito carente, em desalento
Sem ilusão
Não existe bem, que não acabe
Como não há mal, que sempre dure
Qualquer doença, quando não mata
Cedo ou tarde, um dia cura
Daqui pra frente, só tem um jeito
Pra por de lado, o fel do tédio
Além do afago, da mão do tempo
Que está provado, é bom remédio
A companhia, do meu violão
Que a nostalgia, outra vez afinou
A poesia, de nova canção
Quem sabe a vinda, de outro amor.//
Música 9130, R.Bozza.
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