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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Má sorte, Nº 9312



Má sorte

Enquanto o cerrado dorme
Por companheira a fome
Nas pedras duras do chão
Num sono quase de morte
Não muda minha má sorte
Na alma a inquietação

Com Deus tem noites que sonho
Cantando viola na mão
Em desalento acordo
Com o Sol explodindo no chão
Toda esperança me foge
No peito amarga aflição

Às vezes me faço de forte
Na força de uma oração
Estou fugindo do Norte
Da seca do meu sertão.//

Música 9312, R.Bozza.







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