Sem freio
Do seu olhar
inocente
Da sua alma
tão pura
Enquanto
sinto o enlevo
Enquanto
ouço o murmúrio
A dizer que
me quer
A jurar que
me ama
Eu por minha
vez, sem nenhum talvez
Vou tramando
maquinando
Vis
mirabolantes planos
De sordidez,
de mesquinhez
Procurando
um jeito
De
escravizar seu peito
E possuí-la
na cama
Enquanto na
sua mente sadia
Ao céu ela
faz mil viagens
Sem freio
meu pensamento vadio
É um
turbilhão de sacanagens.//
Música 8964, R.Bozza.
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