Descrença
A princesinha, de olhos negros
Da cor da jabuticaba
Pele clarinha, feito veludo
Macia acetinada
Tem nas faces
Dois tons de maça rosada
E sorriso lindo
Espelhado, estrelado
O rostinho, doce e meigo
Parece santificado
No corpinho um remelexo
De curvas acentuadas
A mais linda, a mais doce a mais meiga
A mais pura e virgem flor
Para ela, na seresta o poeta
Fazia canções de amor
Em bela noite, de um certo dia
Aventurou-se, com a princesinha
Um rapaz jovem bonito, rico despreocupado
Deu no que deu esse conflito, aceitou o namorado
E agora o poeta
Com o peito cheinho de dor
Desencantou com a seresta
Descrente das coisas do amor.
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