Ternura
Falei pra ela de amor
Falei pra ela de paixão
Com tanta sede, com tanta fome
Com tanta gula, tanta emoção
Como se o mundo, ao trepidar
Naquele instante, fosse acabar
Não apontou os vícios, as minhas taras
Não acusou o abismo, entre as idades
Não abusou do fato, de ser solteira
Não condenou o fado, de eu ser casado
O rosto me acariciou
Sorrindo respondeu que não
Com tanto zelo, com tanto apreço
Com tal ternura, tanta atenção
Pro doce mundo, que fui sonhar
Naquele instante, não desabar
Não houve quebras, nem desenganos
Não houve perdas, não houve danos
Foi por gostar de mim, deixou no ar assim
Essa mulher criança, um fio de esperança
Que um dia enfim, venha a dizer que sim.//
Música 9873, R.Bozza.
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