Eu sei
O tempo
Lentamente indiferente
Rodopiou por meu rosto
Rabiscou, amassou
De roldão e de mansinho
Deixou igual um pergaminho
O tempo
Cruelmente friamente
Sucateou o meu corpo
Machucou, arrasou
Pôs o cabelo branquinho
E meu sorriso vazio
Sem pena
Como se fosse um demente
Com o seu jeito inclemente
De vil poderoso Senhor
Com ele
Trouxe amargura desgosto
Tristeza e desencanto
Levando paixão e amor
Os sonhos a mocidade
Mas meus olhos não tocou
Nem corrompeu minha alma
Que o bom Deus abençoou
E não estou derrotado
Porque no fundo bem sei
Um dia cedo ou tarde
Serei criança outra vez.//
Música 10.158, R.Bozza.
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