Fim de tudo
Ontem
beijei sua boca
Com toda
ternura com toda doçura
De um
poeta sonhador
Acarinhei
o seu corpo
Com toda
querença com toda pureza
Que a
abelha suga a flor
Foi uma
loucura até força bruta
Tudo em
nome do amor
Foram
rolando as águas
Foram
chegando as mágoas
Todo mel
desse carinho
Virou fel
virou espinho
Hoje sem
beijo na boca
Não há
mais ternura não há mais doçura
A poesia
acabou
Bem pouco
olho seu corpo
Com
indiferença com toda certeza
Que o
sonho esfumaçou
A vida
preocupa a cama assusta
É palpável
o desamor
E vão
rolando as águas
Por muitas
pedras espinhos
Hoje tudo
o que resta
É dois
chorando sozinhos.//
Música 5394, R.Bozza.
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