A vida vai a vida vem
Depressa o
tempo talhou o seu rosto
Sem pressa
seu corpo danou de vergar
Nos olhos
dois lagos de muito desgosto
É grande o
esforço pra não transbordar
É
esperança que vai é o medo que vem
Teve
tantos amores e ficou sem ninguém
É o medo
que tem dessa vida que esvai
Em taças
de dores é o pano que cai
Ligeiro
encontra a beira da praia
Seus
lentos passos querendo chegar
Saudade
talvez de um rabo de saia
Sabe que o
tempo não pode voltar
É vida que
vai é vida que vem
É o drama
irreal não se sabe de quem
Do poeta a
pena na última cena
Ou o drama
real da história de alguém.//
Música 4309, R.Bozza.
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