Dono de nada
Nos meus
tempos de poeta
Noites
alegres tão minhas
Samba
pagode seresta
De
bebedeira e orgia
Entre
latas de cerveja
De moça
santa e vadia
Na pele da
madrugada
Eu era
dono da rua
A declamar
serenata
Pra minha
amante a lua
Não sei
despacho ou magia
Talvez
patada do cão
Conheci
Rosa Maria
Ensaquei
meu violão
Dando
adeus à boemia
Com luto
no coração
Hoje
Preso a
alianças de ouro
E os
confortos de uma casa
Hoje
O valor
desse tesouro
Para mim é
quase nada.//
Música 4111, R.Bozza.
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