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domingo, 29 de abril de 2018

Dono de nada, Nº 4111


Dono de nada

Nos meus tempos de poeta
Noites alegres tão minhas
Samba pagode seresta
De bebedeira e orgia
Entre latas de cerveja
De moça santa e vadia

Na pele da madrugada
Eu era dono da rua
A declamar serenata
Pra minha amante a lua

Não sei despacho ou magia
Talvez patada do cão
Conheci Rosa Maria
Ensaquei meu violão
Dando adeus à boemia
Com luto no coração

Hoje
Preso a alianças de ouro
E os confortos de uma casa
Hoje
O valor desse tesouro
Para mim é quase nada.//
Música 4111, R.Bozza.

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