Azar do Diabo
Esse cruel
bicho homem
Hipócrita
Me chama
por vários nomes
Até gosto
Numa certa
madrugada
Vinha eu
colhendo almas
Alma podre
em corpo rico
De repente
um desvalido
Curioso
Aprisionei
sua mão
E com ele
Mergulhei
na escuridão
Quanto
mais fundo o levava
Mais em
seu peito brilhava
Poderosa
perigosa uma cruz
Antes que
o inferno arruinasse
Mandei que
um servo o deixasse
Na estrada
que ao paraíso conduz
Ah que
azar do Diabo
Entre
tantos na calçada
Eu fui
pegar um coitado
Que ainda
crê em Jesus.//
Música 2313, R.Bozza.
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