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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Azar do Diabo, N 2313


Azar do Diabo
Esse cruel bicho homem
Hipócrita
Me chama por vários nomes
Até gosto

Numa certa madrugada
Vinha eu colhendo almas
Alma podre em corpo rico
De repente um desvalido

Curioso
Aprisionei sua mão
E com ele
Mergulhei na escuridão

Quanto mais fundo o levava
Mais em seu peito brilhava
Poderosa perigosa uma cruz
Antes que o inferno arruinasse
Mandei que um servo o deixasse
Na estrada que ao paraíso conduz

Ah que azar do Diabo
Entre tantos na calçada
Eu fui pegar um coitado
Que ainda crê em Jesus.//
Música 2313, R.Bozza.




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