Amargura
Lá vem
você de novo
Falar de
coisas
Antigas
perdidas
Em uma das
voltas do tempo
Lá vem
você de novo
Falar de
coisas
Doídas
sofridas
Mortas
enterradas no peito
Foi bom
enquanto durou
Com versos
e rimas
Enfeiticei
a menina
A fruta madura
no pé
Com o mel
da paixão
Com os
ardis da vida
Com a
força do cio
Desvirginei
a mulher
Depois o
mel azedou
Sem versos
sem rimas
O que era
da menina
Sem doçura
sem calor
Que foi
feito da mulher
Sem a
fervura da paixão
Sem corpo e
sem coração
Só fruta
caída do pé.//
Música 12.225, R.Bozza.
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