O velho poeta
O braço
Latejando da vacina
A perna
Comichando de alergia
O tempo
Se arrastando em agonia
O vento
Com uma pressa
de fim de mundo
Rodava igual um maluco
Depois
Soprou uma brisa macia
Sem pressa fazendo carinho
Apesar de algumas mazelas
Que vem com o dia a dia
Lá estava o velho poeta
Com seu sorriso vazio
Matutando, imaginando
Uma nova poesia.//
Música 10.054,
R.Bozza.
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