O poeta e o tempo
O jovem
poeta
Tolo
incrível sonhador
Lá na
mocidade
Vivia
entre versos
Sempre
exaltando o amor
Paixão e
saudade
No corpo
viril descrença
Elas indo
e vindo
Sempre
mudando de par
Na alma o
fel da tristeza
Canções
ardentes bonitas
Sem ter
com quem partilhar
O velho
poeta
Incorrigível
sonhador
Na
terceira idade
Ainda
entre versos
Enaltecendo
o amor
Paixão e
saudade
O corpo
senil depressa
Pelo tempo
vencido
Que já não
muda de par
A alma
dele a mesma
Canções dolentes tão lindas
Sem ter
com quem partilhar.//
Música 12.479, R.Bozza
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