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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Remorso, Nº 8049


Remorso

Cupido há tempos seu peito espreitava
Esperto o poeta, fugia do amor
A todo instante Eros atacava
Não se importava, se ia causar dor
Porém o malandro sempre se esquivava
Feito um colibri, a beijar toda flor

Descuidado, no rastro de um rabo-de-saia
Já cansado, dessa batalha sem fim
Nem percebeu, Eros no céu de tocaia
No arco uma seta de puro marfim
Cupido enfim, acertou a flechada
O pobre poeta acabou assim

No calor, de um conjugado em Madureira
Sem o encanto, de um raio de luar
Sem viola, madrugada ou saideira
Sem princesas, pros poemas ofertar
Dez por cento, pro pastor lá da igreja
Que Tereza, o obrigava a frequentar 
De remorso, por causar tanta tristeza
O cupido, lá no céu pôs-se a chorar.//

Música 8049, R.Bozza / R.F.Bozza



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