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sábado, 13 de agosto de 2011

Tramóia, Nº 8075




Tramóia 

Cupido, sempre armando uma tramóia 
Esse farsante, ardiloso Querubim 
Dia e noite, noite e dia de tocaia
À nossa batalha um dia pôs fim
Com uma flecha envenenada
Plantou um falso amor dentro de mim

Desarmado, envenenado
Aprisionado o coração
Eu virei gato-sapato
De uma ingrata paixão

Eros demônio maldito, covarde anjo caído
Por que só eu fui flechado
Não tive culpa menino, foi manobra do destino
ou um lance do acaso
Talvez coisa do Divino, o vôo daquela andorinha
Foi mais veloz que meu dardo.//

Música 8075, R.Bozza. / R.F.Bozza.


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