Tramóia
Cupido, sempre armando uma tramóia
Esse farsante, ardiloso Querubim
Dia e noite, noite e dia de tocaia
À nossa batalha um dia pôs fim
Com uma flecha envenenada
Plantou um falso amor dentro de mim
Desarmado, envenenado
Aprisionado o coração
Eu virei gato-sapato
De uma ingrata paixão
Eros demônio maldito, covarde anjo caído
Por que só eu fui flechado
Não tive culpa menino, foi manobra do destino
ou um lance do acaso
Talvez coisa do Divino, o vôo daquela andorinha
Foi mais veloz que meu dardo.//
Música 8075, R.Bozza. / R.F.Bozza.
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