Mel e fel
pro santo
Eu tranquei o peito, sufoquei o pranto
Mel no pensamento, eu roguei ao santo
Que enfim, te afastasse de mim
Pra não te pertencer, embaixo dos lençóis
Pra nunca mais ouvir, o som da tua voz
A me dizer, maus tratos sem fim
Sei que vai doer não ter
Toda manhã, teus beijos de hortelã
Teu sorriso teu carinho
A desejar-me bom-dia
Vieram dias sombrios de noites tão frias
De casa inútil, de cama vazia
Eu abri o peito, despejando um pranto
Doído sofrido, sem fim
Fel no pensamento, acusando o santo
Que me escutou e te afastou de mim.//
Música 6733, R.Bozza.
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