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sábado, 6 de outubro de 2012

E agora poeta, Nº 6553



E agora poeta

Eu já estava conformado, com a tal terceira idade
Na solidão por aí
Com meu rosto amassado, o cabelo prateado
Sem razão para viver
Vem a flecha do Cupido, esse louco Deus menino
Me envenena por você

De olhar tão carinhoso, de sorriso precioso
Doce flor do bem-me-quer
Com um jeito de criança, com um cheiro de menina
E um gosto de mulher

Reacende a esperança, ilumina meu caminho
De repente me engana, era falso seu carinho
E agora poeta
Sonhou, o que não devia sonhar
E agora poeta
Amou, quem não deveria amar
E agora poeta
Na dor, tudo que resta é chorar.

Música 6553, R.Bozza.

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