Falsa virgem
Seu coração, tão carente de carinho
Naufragado, em tristeza e desamor
Bebeu vinagre, iludido que era vinho
O pobre coitado, mais uma vez se enganou
Não era ouro nem prata, falsa virgem era lata
Uma joia de tão pouco valor
E o tudo virou nada, planta de beira de estrada
Duro espinho, disfarçado em flor
Como sempre a delirar
Pobre poeta
Em desatino, calou a voz da razão
Para sofrer vai devagar
Não tenha pressa
Bota juízo, nesse tolo coração
Joga cal, nessa ferida ainda resta
O lenitivo, da poesia da canção.//
Música 6355, R.Bozza.
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