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quinta-feira, 29 de maio de 2014

O sapo, Nº 10016



O sapo



Da minha vida de sapo

No marasmo da lagoa

Eu me perco a recordar

Ah meu deus que vida boa

Bate a saudade no peito

De quando vivia por lá



Felicidade distante, que não canso de sonhar

Da vida que tinha antes, da princesa me beijar



Como era de costume

Brilhando mais que a lua

O faceiro vagalume

E as sapinhas semi nuas

Faceiras num rebolar

De fazer santo pecar



Toda noite era de festa, com a saparia a coaxar

Samba pagode seresta, num tal de cantar e dançar



O rala coxa arretado, ia até de manhã

Eu o príncipe encantado, de uma dúzia de rãs

Hoje moro num castelo, porém dele prisioneiro

De ouro e prata muito belo, mas horrível cativeiro.//

Música 10.016, R.F.Bozza / R.Bozza.






















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