O sapo
Da minha vida de sapo
No marasmo da lagoa
Eu me perco a recordar
Ah meu deus que vida boa
Bate a saudade no peito
De quando vivia por lá
Felicidade distante, que não canso de sonhar
Da vida que tinha antes, da princesa me beijar
Como era de costume
Brilhando mais que a lua
O faceiro vagalume
E as sapinhas semi nuas
Faceiras num rebolar
De fazer santo pecar
Toda noite era de festa, com a saparia a coaxar
Samba pagode seresta, num tal de cantar e dançar
O rala coxa arretado, ia até de manhã
Eu o príncipe encantado, de uma dúzia de rãs
Hoje moro num castelo, porém dele prisioneiro
De ouro e prata muito belo, mas horrível cativeiro.//
Música 10.016, R.F.Bozza / R.Bozza.
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