Prisioneira
Karina levada da breca
Fez de uma boneca
A melhor amiga
Brincavam sempre lado a lado
Que grude danado
Tinha quem o diga
Acordava estava lá na cabeceira
Só se banhava com ela na banheira
Quando magoada, nela a choradeira
Karina de corpo e alma crescendo
Fez novo colega, o televisor
Brincava às vezes se escondendo
Das novas amigas do computador
Deixou de vez de lado a brincadeira
A criancice esqueceu lá na prateleira
Agora batucando com os dedos na rede
Karina tinha o mundo na palma da mão
Enquanto contava todos os seus segredos
Não via que era prisioneira da solidão
Era uma rosa a murchar
Romance só virtual
Sem esperança a esperar
Ser deletada ao final.//
Música 10.200, R.F.Bozza /R.Bozza.
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