Pobre do moço
Pobre do moço furando poço
Naquele angu de caroço
Pobre do moço chupando osso
Sobra da carne de pescoço
Coitado do moço
Não chega ao fim o sufoco
Comendo na janta
O que sobrou do almoço
Um naco de pão tão duro
Que nem mesmo o Diabo consegue amassar
Uma praga um esconjuro
Pois de tanto sofrer já nem sabe rezar
Onde anda o Absoluto
Talvez não se importe com as coisas de lá
Olhar mareado no rosto molhado
Areia suor fazendo pirão
Um arrimo de mãe o pobre coitado
Foi batizado de Sebastião
Pobre do moço furando poço
Naquele angu de caroço
Pobre do moço sonha com o osso
Que não sobrou do almoço.//
Música 5439, R.F.Bozza/R.Bozza.
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