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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Pobre moço, Nº 5439

Pobre do moço

Pobre do moço furando poço
Naquele angu de caroço
Pobre do moço chupando osso
Sobra da carne de pescoço
Coitado do moço
Não chega ao fim o sufoco
Comendo na janta
O que sobrou do almoço

Um naco de pão tão duro
Que nem mesmo o Diabo consegue amassar
Uma praga um esconjuro
Pois de tanto sofrer já nem sabe rezar
Onde anda o Absoluto
Talvez não se importe com as coisas de lá

Olhar mareado no rosto molhado
Areia suor fazendo pirão
Um arrimo de mãe o pobre coitado
Foi batizado de Sebastião


Pobre do moço furando poço
Naquele angu de caroço
Pobre do moço sonha com o osso
Que não sobrou do almoço.//
Música 5439, R.F.Bozza/R.Bozza.





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