Decência
A nota aos meus pés rolava
Como caída da lua
Aflito um senhor chorava
Do outro lado da rua
Entre o certo o errado
Entre o corpo a alma
Ali exposto ao pecado
Confuso eu me dividia
De um lado a carência
De quem pouco tinha
Do outro a decência
Que mamãe dizia
O brio falou mais alto
O sonho que eu escondia
Em minha mão amassado
Voltou pra quem pertencia
Enquanto eu amargava
A minha cruel desdita
O dono da nota azulada
Sorrindo me agradecia
Não foi demais a agonia
Não houve angústia sem fim
Pensei em minha mãezinha
No céu orgulhosa de mim.//
Música 11334, R.Bozza.
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