Quantas vezes
Ontem quantas vezes
Da cachaça da boemia
Eu cheguei raiando o dia
Ébrio tolamente
Com o sol já lá no alto
Tropeçando nos
meus passos
Rameiro sacana
Com qualquer mundana
Com qualquer vadia
Eu a enganava
Eu me lambuzava
E ela sabia
Com os dentes me cortava
Com as unhas lacerava
Dizendo que ia embora mas não ia
Sobre a cama me jogava
Toda trama perdoava
Entre agrados e carinhos
Hoje
No fim do ocaso da vida
Longe
Da mocidade perdida
Choro
Daquela mesma desdita
Sofro
Da mesma cruel ferida
No revés de uma reprise
Numa sequência de dor
Com outros ela divide
Nossa cama nosso amor.//
Música 5611, R.Bozza/Maurício.
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