Tudo e nada
Ontem
Quando
Rosa se mostrava nua
Os meus
olhos
Duas
brasas de tesão
No céu
Ficava sem
graça a Lua
Sem dó
Ensacava o
violão
Depressa
Passava
tranca na porta da rua
Com ela
Ia fazer
serenata no colchão
Hoje
Quando a
Rosa se mostra nua
Meus olhos
Duas
cinzas sem paixão
No céu
De azul e prata
a Lua
Um véu
De encanto
e emoção
Sem pressa
Eu abro a
porta da rua
Sem ela
Vou fazer
serenata ao violão.//
Música, 5119, R.Bozza.
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