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sábado, 10 de dezembro de 2022

Devaneios, 12231

 

Devaneios

Poeta eu fui poeta eu sou

Dom que me deu o bom Deus

Pro mundo mal enfrentar

Paizão ontem fui paizão já não sou

Pena poeta pra vida perdeu

Cante que é pra não chorar

 

Às vezes me pego pensando

Tivera eu

Um paizão

Grudento assim

A dar mil presentes

Sabendo como agradar

De Leve castigo

Se preciso pra ensinar

 

Às vezes me pego cismando

Quanto valor teria pra mim

Com toda certeza

Faria pra ele

Sublimes poemas

De uma doçura sem fim

 

Sem qualquer talvez

Sem qualquer porém

Sem qualquer senão

Traria esse cara trancado

A sete chaves

No meu coração.//

Música 12.231, R.Bozza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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