Às vezes e sempre
Às vezes olha pra mim
Mansamente docemente, de quase esquecer da vida
De esguelha, feito uma jovem menina
Ou de frente, igual mulher já vivida
Em outras olha pra mim
Loucamente ardentemente, como se fosse uma perdida
De esguelha, igual raposa atrevida
Ou de frente, feito uma loba faminta
Às vezes, sem censura com loucura
Com apetite de sereia
Em outras, com ternura com doçura
Com medo da maldade alheia
O nosso caso é assim
Não sei quem gosta mais
Se eu dela ou ela de mim.//
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