Pesquisar este blog

sábado, 21 de julho de 2012

Todas as crianças, Nº 123

Todas as crianças

Tenho finalmente todas as crianças, do mundo à minha volta reunidas
Dentro do meu peito um novo sentimento, a minha missão já está cumprida
Lembro quando tudo começou, uma luz do céu me iluminou
Por ela desceu um menino tinha o olhar divino, e uma canção me ensinou
Com toda inocência e sabedoria, de um pequeno deus ele dizia
Que o Céu à Terra declarara guerra, restava pouco tempo que devia
A canção de amor que me ensinou, sair cantando alto com fervor
Que somente me ouviria, e só me seguiria, aquele que o Pai abençoou

Eu saí cantando meu pequeno hino, ao perceber que alguém também cantava
Era novamente aquele menino, que sorrindo me acompanhava
Outros que brincavam mais além, deixavam de brincar pra vir também
A cada vez crescia mais aquele batalhão de paz, onde já marchavam mais de cem
De todos os lugares vinham aos milhares, dentro em pouco éramos milhões
Invadindo campos ruas e cidades, pela fé dos nossos corações
Em resposta o céu se iluminou, uma luz imensa apareceu
Tocaram fortes sinos doces sons argentinos, senti que ali estava diante de Deus

A humanidade tão preocupada, com suas mesquinhas ambições
Nem se dando conta do grande milagre, do céu se abriram todos os portões
Que já não existe esperança, onde não viver uma criança
Que ali nenhuma delas ficou que todas elas, se foram para o reino do Senhor
Olhei pra baixo a Terra daqui ainda mais bela, eu vi os meus amigos meus irmãos
Chamei por todos eles gritei mas nem um deles, acreditava mais em oração
De novo olhei só vi o mal na Terra, senti que ali meu mundo já não era
E aquele menino de barbas já crescido, lembrei alguém dois mil anos atrás

Fiquei ali parado ao último chamado, não atendi fecharam-se os portões
Vi levantar os mortos os bruxos foral soltos, todas as bestas livres das prisões
Do fogo dos infernos aos urros e aos berros, demônios esvoaçando ao meu redor
Ninguém tinha mais tempo chegado era o momento, com fúria o Sol o céu incendiou
A ordem então foi dada pra Terra condenada, o dia do juízo começou
E aquelas criaturas tomadas de loucuras, voaram para um mundo sem amor.//

Música 123, R.Bozza.



Nenhum comentário:

Postar um comentário