Não chora,
faz canção
Assim num repente, olhou para ele
Que acabara de chegar
Acidentalmente, pois nada viu nele
Que atiçasse o olhar
No peito a saudade de alguém
Que certamente ainda vem
Porém os lindos negros olhos dela
Enfeitiçaram o velho poeta
E ele de tolo pensou
Que neles havia amor
Em cinzas o carnaval, chegou o jovem rival
Carregando a princesa
Foi somente um sonho bom, acenou para o garçom
Pagando sua despesa
No céu por testemunha, da sua desilusão
De azul e prata a lua, a consolar seu coração
Poeta que é poeta, combate a amargura
Lápis e papel na mão
Poeta que é poeta, de um mal que não tem cura
Não chora, faz canção.//
Música 6699, R.Bozza.
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