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sábado, 25 de setembro de 2010

Desilusão, Nº 292

Desilusão

O baile sem graça a hora não passava
Que tédio que amargura que aflição
De repente os olhos dele dois lindos mares com ele
Lá fui eu a deslizar pelo salão

Sem relutar feliz aceitei o convite
Falsa promessa de ir ao céu
E fui parar no aconchego da suíte
De um luxuoso hotel

Àqueles olhos verdes cruéis em desencanto
Foram me profanando sem nem sequer um beijo
Qual animal no cio lambuzou-me toda
Dentro da minha boca saciou seu desejo
Quase morri de nojo
Dele e de mim mesmo.//

Música 292, R.Bozza.
                                                          







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