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quarta-feira, 11 de março de 2020

Nunca mais, Nº 10814


Nunca mais

A doce e meiga princesa
Acho que tem evitado
De olhar pra tosca mesa
De um poeta fracassado
Entre latas de cerveja
Entre doses de cachaça

Não sei se acaso caso pensado
Ou indiferença
Talvez por maldade por vaidade
Inconsciência

De toda modificada
Depois da nossa separação 
Está deixando em pedaços
O pobre do meu coração

Mas nem sempre foi assim
Há um certo tempo atrás
Havia um sentimento
Num tempo bonito demais

Ela já gostou de mim
A gente vivia em paz
Aí muito tempo correu
Agora nós dois nunca mais.//







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