Mestre João
Em aldeia
cidade pequena
Bem lá
dentro do interior
Ouvi certo
caso confesso
De todo me
arrepiou
A história
do mestre João
É mesmo de
amedrontar
Verdade
mentira não vi
Assim ouvi
assim vou contar
O bom
violeiro
Por seu
instrumento
Desfez casamento
Jogou no
chão muito cabra valente
Um dia o
boato o próprio Diabo
Entrou
numa onça devoradora de gente
João nem
ligava dava risada
Seguia em
frente
Noite sem
lua escura igual breu
Um grito
sofrido valha-me Deus
O berro do
bicho o povo acorreu
Nas
margens do rio mestre João
De olhos
fechados joelhos no chão
Ao pinho
abraçado fazia oração
Assim
conta a gente de Aldeia
Quem não
quiser que não creia
Em lenda
de assombração
Dizem que a
onça pintada
Amanheceu
enforcada
Com as
cordas de um violão.//
Música 275, R.Bozza.
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