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domingo, 21 de fevereiro de 2010

A carta, Nº 1515


A carta

Em uma carta nervosa maldosa
Friamente confessei
Que estava indo embora sem volta
Com um outro que encontrei
Acontece o outro não me quis
E como soberba mulher
Por descuido o mal feito esqueci
Dentro de um livro qualquer

O tempo passou ele se tornou
O maior bem da minha vida
A nova ilusão a forte paixão
Mas aquela carta maldita
Por acaso ou por destino
Foi parar na sua mão
Veio à tona meu delito
Todo fel da traição

Aqui se faz aqui se paga
É assim o mundo cão
A chorar eu fiz a mala
Por meu crime sem perdão
Hoje estou pagando caro
Com saudade e solidão.//

Música 1515, R.Bozza.


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