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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alma de poeta, Nº 249.

Alma de poeta

Quando ela foi embora
Nem seu violão poupou
Dentro do pinho quebrado
Entre poemas rasgados
Num bilhete malcriado ironizou
Hoje não tem boemia
Deixei-te a carteira vazia no sofá
Pega a pinga do armário, otário
Acende um cigarro e vai
Te embriagar

Triste amargurado o seresteiro
Junta-se aos cacos no chão
Saca da bolsa o pandeiro
E põe versos na canção
Mesmo com a alma ferida
No peito só desamor
O verdadeiro poeta
Faz do seu drama seresta
Transformando espinho em flor
Transformando espinho em flor.//
              Música 249, R.Bozza.

2 comentários:

  1. falou da sua própria alma seu Ronaldo, vc tem a alma de poeta.
    abraçooo

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  2. Você fez uma observação acertada, muito do que escrevo leva retalhos de mim - Ronaldo

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