Verde e Rosa
Não vou mais deixar, Ana Maria
O que bem quer de mim fazer
Vem chegando a folia, com ou sem a fantasia
Ela só volta ao amanhecer
Calei o orgulho, atrás dela fui parar
Num barracão de verde e rosa
Aos pés do morro
Como ela havia Me trocado
Por tão pouco
No peito uma vontade imensa
De morrer
Foi quando o surdo ouvi
Juntar aquela gente toda no terreiro
A cuíca o pandeiro
O cavaco o tamborim
Mandei o garçom descer
Uma cerveja bem gelada
Em minha mesa
Já não havia mais lugar
Para a tristeza
E nem vontade de morrer
Dentro de mim
Mangueira me envolveu
De tal maneira
Em seu batuque de magia
Que essa noite Ana Maria
Certamente chega antes do que eu.//
Música 255, R.Bozza.
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