Meu
nome é Judas
Como é amargo o vinho dessa taça, que só a mim estás
oferecendo
Parece até que nela estou bebendo, seu sangue afasta
de mim essa taça
Bem sei que Ele fez esse pedido, e como a mim também
já foi negado
Tem que haver o que está escrito, um traidor e um
crucificado
Se a profecia tem que ser cumprida, e nada pode ser
modificado
Mesmo que eu tire agora a própria vida, naquela cruz
Ele será pregado
Leva de mim todo poder que tenho, e seja feita assim
tua vontade
Na hora pode me faltar coragem, mando esse mundo para
um buraco negro
Fé, muita fé é preciso
Pra sufocar sentimentos, pra enfrentar o momento,
Pra suportar os tormentos, e esperar pelo tempo
De compreender tudo isso
Entre os doze fui o escolhido, por meu amor e minha
lealdade
Quanto mais penso mais confuso fico, qual a razão
dessa barbaridade
Cantou o galo chegou minha hora, lá fora esperam
nossos inimigos
Como é pesado o peso dessa porta, manda-me forças pois
eu não consigo
Fim do meu ato beijei sua face, aos pés da cruz Maria
está chorando
Pra Ela quem está dilacerado, não é um Deus e sim uma
criança
De que valeu todo seu sacrifício, com o sangue dele
estão se embebedando
Comemorando sua morte aos gritos, parecem bestas não
seres humanos
Fé, muita fé é preciso
Pra sufocar sentimentos, pra enfrentar o momento
Pra suportar os tormentos, e esperar pelo tempo
De, compreender tudo isso.//
Música 124, R.Bozza.
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