Pesquisar este blog

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Meu nome é Judas, Nº 124

Meu nome é Judas

Como é amargo o vinho dessa taça, que só a mim estás oferecendo
Parece até que nela estou bebendo, seu sangue afasta de mim essa taça
Bem sei que Ele fez esse pedido, e como a mim também já foi negado
Tem que haver o que está escrito, um traidor e um crucificado
Se a profecia tem que ser cumprida, e nada pode ser modificado
Mesmo que eu tire agora a própria vida, naquela cruz Ele será pregado
Leva de mim todo poder que tenho, e seja feita assim tua vontade
Na hora pode me faltar coragem, mando esse mundo para um buraco negro

Fé, muita fé é preciso
Pra sufocar sentimentos, pra enfrentar o momento,
Pra suportar os tormentos, e esperar pelo tempo
De compreender tudo isso

Entre os doze fui o escolhido, por meu amor e minha lealdade
Quanto mais penso mais confuso fico, qual a razão dessa barbaridade
Cantou o galo chegou minha hora, lá fora esperam nossos inimigos
Como é pesado o peso dessa porta, manda-me forças pois eu não consigo
Fim do meu ato beijei sua face, aos pés da cruz Maria está chorando
Pra Ela quem está dilacerado, não é um Deus e sim uma criança
De que valeu todo seu sacrifício, com o sangue dele estão se embebedando
Comemorando sua morte aos gritos, parecem bestas não seres humanos

Fé, muita fé é preciso
Pra sufocar sentimentos, pra enfrentar o momento
Pra suportar os tormentos, e esperar pelo tempo
De, compreender tudo isso.//

Música 124, R.Bozza.





Nenhum comentário:

Postar um comentário