Pesquisar este blog

sábado, 10 de setembro de 2011

Pingo de gente, Nº109

Pingo de gente

Voltei à nossa morada, que há tempos abandonei
O meu pinguinho de gente, crescido correndo encontrei
Ali com o rosto colado, às grades do frio portão
Fiquei muito tempo parado, sem saber se entrava ou não
Perdido em meus pensamentos, com o pranto o rosto a molhar
Nem vi meu pingo de gente, do portão se aproximar
Moço por que está chorando, no meu caiu o seu olhar
Fez um carinho em meu rosto, não tive coragem pra entrar

Era tanta a saudade, dentro do peito doendo
Remorso que vinha tarde, do que não tinha mais jeito

Da casa que abandonara, por uma vadia qualquer
Do lar que tentei esquecer, nos braços de outra mulher
Esse mundo é pai padrasto, que não perdoa um erro
A vida é mãe madrasta, dela também tenho medo
A Deus pedi por mais forças, sufocando o coração
Beijei meu pingo de gente, e dei as costas ao portão
Pois vi tanta serenidade, na casa que enchi de dor
Não completei a viagem, e agradeci ao Senhor

Era tanta a saudade, dentro do peito doendo
Remorso que vinha tarde, do que não tinha mais jeito.//

Música 109, R.Bozza




Nenhum comentário:

Postar um comentário