Remédio ou veneno
Um jeito de moça, com santa inocência no olhar
Trejeitos de dama, com puta indecência no andar
Ela se interessou
Acidentalmente, eu notei
Ela se aproximou
Propositalmente, eu deixei
Com palavras adultas, ela se declarou
Com carícias astutas, ela me rodeou
Entre as nuvens cupido, com arco de ouro na mão
Uma flecha envenenada, de amor e de paixão
Ela tão nova, um botão de rosa se abrindo
Ele já velho, um cravo no ocaso caindo
Seria amor para sempre, ou só paixão passageira
Miraculoso remédio, ou tenebroso veneno
Indeciso no alto do céu, entre razão e coração
Cupido, macambúzio meditava
O Deus do amor vacilava
Se atirava a flecha ou não.//
Música 7322, R.Bozza.
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