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terça-feira, 17 de abril de 2012

As garras do tempo, Nº 8386


As garras do tempo

Antigamente constantemente
Buscava os olhos dela
No peito um calor um frio
Na alma doce arrepio
Me parecia impossível
Que um dia eu viveria
Literalmente, indiferente
Ao que acontece com ela
Benditas malditas, as garras do tempo
Constroem destroem, qualquer sentimento

Atualmente se raramente
Eu olho nos olhos dela
No peito enorme vazio
Não sinto flor nem espinho
Até parece impossível
Que um dia eu vivia
Completamente, perdidamente
Caído de amores por ela
Benditas malditas, as garras do tempo
Constroem destroem, qualquer sentimento.//

Música 8386, R.Bozza.


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