Desespero
Vou bater cabeça, lá no candomblé
Antes que amanheça, praticar a fé
No chão do terreiro, pra correr a gira
Deito algum dinheiro, e bijuterias
Três galinhas pretas, fina aguardente
Com farofa à beça, feita no azeite
E dúzias de rezas, abro a corrente
Não é de maldade, que faço a magia
Como oferenda, por quem já não me quer
Só peço malembe, contra essa agonia
Em um bom despacho, pro meu Oxumaré
Que abra em dois o meu peito
E arranque lá de dentro
O amor por essa mulher.//
Música 8387, R.Bozza.
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