Pobre
donzela
Antigamente, quando o amor
Se aproximava, da casa dela
Rapidamente, por seu pudor
Cerrava o peito, de todo jeito
Selava portas, portões porões janelas
Por precaução, no coração
Passava trancas, os trincos as tramelas
Tão assustada, com os modos dele
Covardemente, temendo a dor
Fechava a guarda, a jovem donzela
Aí o amor passou, sem tocar nela
Atualmente, quando o amor
Às vezes passa, distante dela
Rapidamente, foi-se o pudor
Descerra o peito, de todo jeito
Abrindo portas, portões porões janelas
Sem precaução, no coração
Não há mais trancas, nem trincos nem tramelas
Enfeitiçada, com os modos dele
Triste carente, só desamor
Baixou a guarda, a velha donzela
Mas o amor passou, sem tocar nela.//
Música 8384, R.Bozza.
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