O erro do Cupido
O Deus Cupido sofria
Desconsolado
Com o erro que praticou
Pensando que o bem fazia
Pobre coitado
O arco de ouro apontou
Flechando o velho poeta
Que respirava indecência
E uma jovem princesa
Que transbordava inocência
Nela pôs uma paixão
Ardente
Mais doce que o doce mel
Nele um amor de ilusão
Dolente
Que só existe no céu
Assim
Enquanto o poeta com versos
Declamando seus anseios
Encantava a menina
Doce flor do bem-me-quer
No fim
A jovem princesa carente
De paixão e de desejo
Entregava a outro menino
O seu corpo de mulher.//
Música 11113, R.Bozza.
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