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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Triste despertar, Nº 11112

Triste despertar

Nas asas nos olhos do vento
Na anca no dorso do tempo
Pus rédea curta um forte arreio
Justo antolho trava e freio
Como se fosse um boi brabo
Peguei o Destino com a mão
Dei um mergulho ao passado
Buscando uma louca paixão

Porém quando cheguei lá
Não eram tão verdes seus olhos
Não eram tão negros os cabelos
Como cansei de sonhar
Seus lábios não eram tão rosas
Nem tanto mel nos seus beijos
Foi triste meu despertar

Das asas dos olhos do vento
Da anca do dorso do tempo
Tirei a rédea tirei arreio
Tirei antolho trava e freio
Voltei do longínquo passado
Larguei o Destino de mão
Deixei lá trás enterrada
Aquela antiga ilusão.//

Música 11.112, R.Bozza.


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