Mais uma noite
Mais uma noite como sempre
O fel do vinho a seresta
Lápis e papel na mão
Mais outra noite como sempre
Sem carinho o poeta
Naufragado em solidão
De repente
De uma ausência
Outra vez a machucar
Novamente
Certa essência
Docemente encheu o ar
Era o mesmo perfume dela
Daquela antiga quimera
Querendo ressuscitar
O sentimento
Num só momento
Naquela brisa a passar
Lá se foi de braço dado
Pela fria madrugada
A seresta a razão
Só restou no bar fechado
Um poeta embriagado
Lápis e papel na mão.//
Música 4960, R.F.Bozza/R.Bozza.
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