Jóias sem valor
Eu lapidei e derramei, aos pés dela
As mais lindas, poesias
Todo tesouro, que eu tinha
Meu relicário, de jóias musicais
Eu exultei e esperei, as palmas dela
Pelos aplausos, que não vinham
No chão meus versos, pareciam
Contas de vidro, sem valor e nada mais
Desilusão, é inspiração
Pra quem tem alma de poeta
Do desencanto fiz seresta
E assim nasceu, essa canção
O tempo
Já levou tudo embora
Em meu peito
Deixou a cicatriz
Quem sabe
Onde estará agora
Se ela ri ou chora
Dessa canção
Que eu fiz.//
Música 440, R.Bozza.
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