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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O sertanejo, Nº 384





O sertanejo 

Nem uma nuvem no céu, até o ar incendeia  
Nem uma planta no chão, o olhar aflito mareia
Na boca o gosto amargo do sal
A terra toda é um braseiro, triste presságio de morte
Assim será o ano inteiro, como a selar sua sorte
Em chamas explode, inclemente o Sol

Mas o sertanejo sabe, que a noite traz a bonança
Ressuscitando a esperança, no amanhã que virá
Forte saca a viola do saco, solta uma prece bem alto
No afã de Deus escutar

E, talvez então quem sabe
A Lua cheia azulada
Transborde em rios de prata
A desaguar no seu chão
Canta, deixa a tristeza de lado
Sonha um pouquinho acordado
Que é um mar imenso o sertão
Que é um mar imenso o sertão.//

Música 384, R.Bozza.






















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