O cupido e o poeta
Lá estava o jovem poeta, lápis e papel na mão
Cupido sacou uma seta, no alto do caramanchão
Oculto pelo arvoredo
A vacilar se era cedo
Para atirar a flecha ou não
Tic-tac na parede, o relógio a anunciar
É o tempo caminhando, e não pode esperar
Logo acaba todo encanto, era hora de amar
Lá estava o velho poeta, lápis e papel na mão
Cupido armou nova seta, no alto do caramanchão
Oculto pelo arvoredo
Lançou a flecha sem medo
Ferindo o seu coração
Tic-tac na parede, o relógio a anunciar
Era o tempo avisando, que não pôde esperar
Acabou-se todo encanto, era hora de chorar.//
Música 5122, R.Bozza.
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